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domingo, 16 de maio de 2010

AArroio

Normalmente ninguém quer ouvir falar das "reuniões de turma", muito menos se forem dos anos passados no secundário, altura em que estamos a definir a nossa personalidade, o acne esta por todo o lado, paixões não correspondidas, etc... É a adolescencia, e muitos não querem sequer ouvir falar sobre ela.

Pessoalmente, adorei o secundário, creio terem sido 3 dos melhores anos da minha vida. Lidei com todo o género de personalidades, era sem duvida uma turma muito diversificada no bom sentido. Durante os últimos 14 anos pensei imensas vezes nos meus colegas. Eles sem darem por isso marcaram muito a minha vida e a minha forma de ser e de ver o mundo.

Era a rapariga mais nova da turma, muito naiff e aprendi com as experiências deles.

A Catarina era a eterna romântica, que nunca esquecia o Max. Sempre sorridente, pronta para se divertir e muito gira. Estava sempre com ela, e era preciso pelo menos 3 blogs para falar dos 3 anos que passei com ela.

A Mafalda pode não estar presente mas ficou sempre comigo, e mais não consigo escrever sobre ela.

A Sofia pensava em motas e surf!!! Calada, super observadora e sempre em guerra com as suas sardas. Muitas horas passamos nos juntas entre comboios... Sofia, lembras-te do amigo do Alex, que saia no Forte da Casa????

O Alex era um amor, sempre com nós as 3 atrás!!! Salve seja, mas nós os 4 ( Alex, eu, Sofia e Mafalda), iamos no mesmo comboio para Lisboa. O Alex é muito especial, não nos vemos desde que fui para Portalegre, tenho uma amizade e carinho por ele muito especial. De uma certa maneira cuidava de mim, super sensível, descontraído e fazia uma bela dupla com o Nuno, o nosso "detective", sempre de chapéu a preceito. A facilidade com que o Nuno desenhava sempre me fascinou. Tenho um desenho dele numa moldura na parede do meu quarto. O nosso índio Albano, tinha uma cabeleira tão linda que até era pecado!!!! É alto, e imponha respeito. Era o meu guarda costas quando tinha que ir por Chelas apanhar o comboio para ir para casa.

O meu gótico de "estimação" era o Ricardo, durante estes anos ele fez-me falta. Aposto que vou ter 80 anos e ainda me vai chamar de Paulinha Maria!!!!! Amigo, misterioso, perfeccionista e com vontade de vencer. Era mais um com uma cabeleira farta, com caracois lindos!!!!!! Aposto que antes dos 50 vão ficar todos carecas...
O Amorim, andava sempre muito contido e com a banda desenhada atrás. Sorridente e reservado.

O Luís T só me fazia rir!!!!!!!!!!!! E pelas mensagens no facebook, continua na mesma. Posso descrevê-lo como autêntico. Estava sempre com a Cláudia, baixinha e sem papas na língua. Super expressiva e bem disposta. Será que ainda come chocolate todos os dias????
A Teresa era a mais velha, sempre atenta a tudo, uma das poucas da turma que teve sempre os apontamentos das aulas em dia e aposto que vai chorar nojantar de turma.

Diogo, Daniel e Carlos não se largavam... O Diogo era o puto regila, mas muito querido e giro. Sempre pronto para tramar alguma. O Daniel era o mais calmo dos três mas foi o que foi parar ao hospital com uma bebedeira!!! Sempre o considerei uma pessoa muito generosa, um cavalheiro. O Carlos era o homem dos computadores, e não podia ver um rabo de saias sem comentar.

O Rui dava-se com todos e metia-se com todas :) nem sei quantos acidentes de mota e de carro teve. Sempre sorridente e com um grande coração.

Luís J, passou pouco tempo na nossa turma, mas claro, também tem histórias para contar!!!!

Será que estão todos na mesma, ou a vida mudou-nos...
VFXira, 16 de Março 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Adeus Meu Filhote

Adeus Meu Filhote

Hoje choro, à espera de um novo amanhecer.
Sinto a solidão de não te ter,
De não te conhecer.

Sinto o peso do mundo nos meus ombros.
Perdi a firmeza no meu andar,
Não tenho memória dos meus sonhos,
E tremo no meu falar.

Cada lágrima que eu deito,
Sinto na pele um ardor.
Tenho o coração defeito,
E não sei lidar com esta dor.

Sinto por não te ter nos meus braços,
Por não sentir o teu carinho,
Por não sentir os teus abraços...
Nunca te quis deixar sozinho.

Na minha alma te alimentas,
No meu coração vives,
E com emoções abres-me portas.
No meu pensamento tu sobrevives.

Dás-me forças na escuridão,
Encaminhas-me entre a luz.
Serás o anjo do teu irmão?

Sei que tenho que me despedir,
Mas o meu coração diz que não…
Parece que te consigo ouvir:
“Não foi tudo em vão.”

Da tua mãe 2008

Dia da Mãe

Dia da mãe

É uma celebração que remonta às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, Mãe dos Deuses. Já em Roma as celebrações do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele a Mãe dos Deuses romanos e começaram cerca de 250 A.C.
Em Portugal o Dia da Mãe era comemorado a 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal. Actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.
No fundo, hoje em dia continuamos a dedicar o dia a uma Deusa, a nossa própria mãe.
Este dia devia de ser celebrado todos os dias, não seria o que sou hoje em dia sem ela. Quero dizer-lhe que admiro a sua garra e meiguice, e já agora os cozinhados dela. Que ela é o pilar mestre da minha vida e da dos meus filhos.
É a ti, mãe, que recorro se quero rir ou se preciso de chorar, ouves-me em silêncio e deixas-me desabafar. Criticas com argumentos sem me julgar. Sei que tenho mais de 30 anos, sou mãe e ainda entro na tua casa sentindo o conforto do teu lar como um porto seguro.
És uma lutadora, uma mulher cheia de vida, compaixão e sabedoria. O teu exemplo tornou-me um ser humano melhor, teimoso mas melhor.
Não é fácil ser mãe. E dou mais valor a este dia desde que fui mãe. Fico ansiosamente à espera da oferta, preciosa, feita no Jardim de Infância pelo meu filhote mais velho, que a vai oferecer cheio de orgulho, e pelos beijos lambuzados do irmão de 1 ano que me aquecem o coração.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Esta imagem...

Esta fotografia foi tirada numa viagem à Califórnia, tirada no meio do deserto no regresso de Las Vegas para... algures. Estivemos perdidos no meio do deserto durante quase 5 horitas.
Aqui fomos nós numa viagem em família para a Califórnia. Tinha curiosidade, todos à minha volta diziam constantemente que é um estado muito parecido com o nosso Portugal. Para quem estava a viver em Nova Inglaterra, aceitava qualquer oportunidade de apanhar uns dias de sol.
Fui com o meu marido, o meu filho que na altura tinha 14 meses de idade, os meus sogros e o meu cunhado. Chegamos e alugamos um mono volume, e um dos nossos passeios foi até Las Vegas para celebrar o aniversário da minha sogra. Ela adora Las Vegas, mas adora mesmo!
Sem GPS e com três homens no carro que adoram mapas, e no meio do deserto, nada pode correr mal no regresso a Redlands.
Passamos por uma casa completamente isolada com um grande autdoor de uma mulher "interesante" e perdemos o cruzamento. Nessa altura o meu cunhado estava a conduzir e fico distraido. No meio do deserto insiste em não fazer inversão de marcha!!!!! Agora imaginem, no meio do deserto, sem viva alma, na estrada em recta sem fim à vista e ele à procura de um cruzamento para fazer inversão de marcha. Isto vindo da mesma pessoa que dias antes tinha feito inversão de marcha no meio da Sunset Blvd., à hora de ponta sobre risco contínuo... Sim fomos insultados com buzinadelas.
É claro que o chateamos durante a viagem toda. O meu marido a querer conduzir, o meu sogro com o mapa na mão a tentar perceber onde é que estávamos, a minha sogra não conduz mas orienta a condução dos outros e o meu cunhado ainda com a esperança de encontrar um cruzamento.
Foi uma longa viagem. Levamos horas a fio sem ver um único carro, vimos alguns comboios que pareciam não ter fim, mas não faltaram os controladores de velocidade com câmaras. No meio do deserto não existem bombas de gasolina, casas de banho, cabines telefónicas, polícias mas apanham-se multas à mesma. É claro nós apanhamos uma multa.
Posso dizer que a paisagem é linda durante o dia e assustadora durante a noite. Metia medo parar o carro, e passado 5 horas estávamos todos esfomeados e não é fácil entreter uma criança durante tanto tempo.
Após 4 anos a viver nos Estados Unidos, compreendi o porquê dos enormes depósitos de gasolina nos carros.
Agora imaginem a ida de San Diego a Tijuana de Comboio :)
A viagem em família à Califórnia foi repleta de peripécias, mas foi divertida.

De Seinfeld a Everybody Loves Raymond????

Como é que a minha vida passou de Seinfeld a Everybody Loves Raymond????
Os meus anos académicos, ou melhor, desde que fui para a António Arroio foram autênticos episódios estilo Seinfeld. Os melhores anos rodeada de Kramer´s, George´s e Elaine´s que deixam saudades, e amizades que perduram.
Depois casei-me com um designer estilo +- Seinfeld, fui a primeira a casar do meu grupo de amigos. Perguntavam que tal era estar casada, ter um filho, morar perto dos sogros, trabalhar através de casa. Nunca conseguia explicar bem, até que um dia dei por mim a ver uma série que à partida não parecia nada interessante, com cores esbatidas sobre um casal que vivia ao pé dos sogros.
Não mudei de canal vi até ao fim, ri tanto que até chorei e arranjei a perfeita descrição da minha vida, autênticos episódios do Everybody Loves Raymond.

Desintoxicação... do FARMVILLE

Desintoxicação... do FARMVILLE

Já ouvi-o falar do Farmville? Pois eu já tinha ouvido falar mas nunca liguei muito. Ia um café, sentava-me e começava a ouvir conversas trocadas sobre as plantações de uvas, as vacas que tinham que ser "harvest", queixas sobre o preço da gasolina e da fortuna que custava o cão.
"Que fascínio pela agricultura", pensava eu ironicamente, quem sabe o nosso ministro da agricultura estaria a fazer progressos. Até na farmácia ouvia histórias sobre as plantações, o pior desta era ter que fazer planos com os amigos tendo em conta as suas horas de plantio, pois sai caro perder uma boa colheita.
La fui eu ver do que se tratava o jogo Farmville, vamos la ver essas quintas. Qual não foi o meu espanto quando vejo que tenho amigos e familiares com autênticas fazendas, alguns com castelos, moinhos...
Comecei a jogar, queria uma quintinha gira... mas leva tempo, e é preciso dinheiro. Fiquei viciada logo no primeiro dia. O fascínio de plantar, esperar 4 horas, arranjar amigos para poder aumentar a área da quinta, ver o preço dos animais, conseguir os pregos e madeiras para a construção de uma casa ou estábulo, encontrar os ovos, por fertilizante nas plantações dos outros vizinhos, etc. É esgotante mas dá uso à adrenalina.
Passado uns dias, já podia comprar o meu primeiro tractor. Foi bem mais rápido do que comprar o meu primeiro carro na vida real.Fiquei muito contente até reparar que realmente gasta muita gasolina.
Rapidamente esqueci o assunto da gasolina, agora gostava de compreender como é possível ter um Taj Mahal no meio de uma quinta.
Após umas semanas de treino, consegui voltar a minha vida normal. Plantava e colhia tudo durante a minha hora de almoço, sem ter que contar as horas, acordar mais cedo ou ficar até às 2 horas da manhã acordada para fazer a minha colheita. A vida agrária corria bem, até receber um nursery barn para acabar de construir. Lá começou tudo de novo, a caça aos pregos, madeiras, biberões e cobertores.
Já vi e percebi do que se trata o jogo, tenho que me mentalizar que vou deixar de jogar mas tenho pena de ver a minha quintinha abandonada.

Por incrível que pareça, parei de escrever para... tratar da quinta.
É difícil, um dia de cada vez, mas tem que ser, preciso de um grupo de apoio para ultrapassar a minha dependência.

Mas que raio.......

Será possível que a capacidade criativa dos nossos Designers de moda anda também em recessão e tem que se voltar aos anos 80 a nível criativo!!!!!!!!
Ainda ninguém se deu conta que as calças estilo MC Hammer não são atractivas! A não ser que a intenção seja deixar de se passear com a mala ao ombro e levar tudo nos bolsos. Ora vamos lá ver, tem espaço suficiente para levar o estojo de maquilhagem, carteira, lenços de papel, recibos de compras de 1 mês, 2 fraldas e toalhetes para o filhote mais novo, e ainda resta espaço para um magnifico tupperware para por uns salgadinhos após a festa de anos do Zézinho.
Sempre quis andar de balão, mas não pretendo andar com um vestido. Gosto de roupa larga pois a idade já não ajuda e os glúteos parecem mais gelatina do que outra coisa qualquer, mas este estilo... Esta moda... Só faltam os padrões e as cores florescentes.